"de cima do ponto mais alto,
lanço meu assombroso brado,
e brado!!! ao cuchilar da cidade..."

sábado, 24 de dezembro de 2011

A muito querer...


Eu quero apenas um sorriso
Um amanhecer nublado e frio
Com uma xícara de café e um cigarro
Eu quero escrever alguns poemas fáceis
Que fale de liberdade
De amor
Sem vaidade
Com poucas palavras
Com algumas junções que possam te tocar
Que expresse os sentimentos
Que sua ausência me causa
Um eu te amo
Um eu te adoro
A todo instante
Até esse amanhecer
A muito querer
A muito quero
A muito te quero.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MEU PRETO VELHO...



Você se foi e nem nos despedimos direito
Foi exatamente como sempre
fomos
Sem abraços
Nem beijos
Nem sorrisos...
Ainda me lembro
Das Velhas caminhadas matinais
Da tua face endurecida
A velha capanga preta e o velho facão em sua bainha de couro
A tua palavra última
firme...
E o teu caminhar engajado...
Os dias se passaram e aquela mesa em que você debruçava sua tristeza
Continua triste
e só...
Vez ou outra ainda me sento nela e me vejo repetindo a mesma cena
Tua companheira se foi e você foi logo em seguida
      [Nossa esperança
       Minha coragem
       Meu incentivo de vida
Nunca mais o ronco do velho Chevette bege
Nunca mais Nequinha
Manel
Seu Manuel
Meu preto velho
Sábio senhor das estradas
         [Não sou seu pariceiro e nem dormi contigo hoje...
O tempo nos roubou o momento
E antes que a noite se anuncie e o galo cante
Hoje eu te peço
Eu imploro tua benção
Tua benção...
Meu pai...
Meu avô...
Meu preto velho.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DIAS DE PAZ...

O meu olhar distraído
Se perde
Sob um céu límpido
Sentindo a brisa
A milhas
Nas ilhas
Frutos da majestosa Ôxum
Infinito particular...
Quero compartilhar com você
A simplicidade de uma fogueira e um violão
E som da natureza que se encaixa perfeitamente com o teu largo sorriso
                 [Uma pintura sonora
                  Cheia de textura e perfeitas simetrias...
São viagens
Devaneios
Que quero compartilhar com você
Assim bem pertinho
Pra eu sussurrar no seu ouvido algumas palavras...
                                                        [“Sexual Healing” meu bem...
                                                         “Sexual Healing” meu bem...
Em um acampamento
Em apenas um instante
Tudo se transforma
E a benevolente natureza nos agracia
Com positivas vibrações...
Com você por perto...
E Mariana se desmancha...
Na mansidão de um belo dia

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lirismo sem muito delicadismo



Eu não sou uma novela Mexicana
E nem da rede globo
Meu lirismo é o lirismo dos bêbados
Pungente
Seco e molhado
Com poucas palavras e alguns erros de português
Pra bom entendedor
Palavrões
Oxítonas
E paroxítonas
Demasiadamente concreto
Demasiadamente cotidiano
O lirismo dos bares e dos cabarés
Sem muito delicadismo
Sem dicionário ou análise de cunho vernáculo
Tal qual postulava Manel
Tal como o cotidiano
Tal como de fato é a vida
Tal como de fato sou.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um pedaço de Joaninha


Quero um pedaço de Joaninha
Sou descarado
Sou safadinho
E como a noite come o dia
Dela quero um pedaço
Adentrar em seu interior
E descobrir o seus mais íntimos segredos...
Quero encravar os meus dentes em Joaninha
E arrancar um desejo
Com suor e saliva
Com algumas palavras sussurradas
Com um gritinho de Ai!...
Que doçura
Que delicia...
Que vontade de comer Joaninha
Com amor
Com suor e saliva
Quero um pedaço de Joaninha

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

FACE A FACE

Tal como o mar é a grandeza do 
teu sorriso
Contagiante
inspirador...
O seu profundo olhar me tomou
as palavras
e o movimento
Me rendi
Nem mais uma palavra
Nem mais um verso
Nem tinta
Tiro minha armadura e a minha guia
e me deixo
Vulnerável à confusão de sentimentos
Ao encanto
que desse dia em que te vi
Me fez sorrir e querer
bestificado.

TRAGA-ME DE VOLTA...


A você
A quem me jogo na incerteza
Pela preciosidade do incerto
Traga-me de volta a palavra
Traga-me a inspiração...
Traga-me o verso
Pra que a poesia possa renascer
Pra que as poucas letrinhas possam pular feita pipocas
Pra que a insegurança possa me fazer tremer na infinitude dos seus olhos
Traga-me um precipício pra eu pular
Pra eu viver
Pra eu nascer poeta
Traga-me a inspiração
Traga-me o verso
E leve a saudade
A quem com tua presença
dela me despeço...